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Distonia cinestésica ou o empobrecimento da sensibilidade corporal

terça-feira, 12 junho , 2018

Nos últimos séculos a humanidade avançou o suficiente para que grande parte das pessoas possa trabalhar sentada e não precise sair de casa em busca de cada refeição.

Se por um lado estes avanços nos trazem mais conforto, será que isso é o melhor para o nosso corpo?

Pois o fisioterapeuta, escritor e educador Tom Myers desenvolveu uma tese que descreve uma pandemia causada por estes novos hábitos. Para Tom, nossa cultura não estimula o desenvolvimento da inteligência cinestésica, que é a capacidade de desenvolver a sensibilidade corporal e de elaborar e realizar movimentos. Esse empobrecimento da sensibilidade e dos movimentos corporais ele chamou de distonia cinestésica.

Desde a Idade Média o ocidente vem anulando as vivências corporais. Mais tarde, a revolução científica passou a estimular a racionalidade em detrimento do corpo e, por fim, a revolução industrial reduziu drasticamente a necessidade do esforço físico no trabalho. Nossas escolas também não utilizam as vivências corporais como ferramenta para o aprendizado. O resultado é um subdesenvolvimento das capacidades físicas como nunca antes visto.

 

 

Nossos corpos ignorantes desenvolvem mais facilmente tensões musculares desnecessárias, dores musculoesqueléticas e degeneração precoce. Por exemplo, enquanto nosso corpo foi projetado por milênios para andar e permanecer em pé, passamos a maior parte do tempo sentados.

Em nossa sociedade, o desenvolvimento da inteligência corporal é praticamente restrito às artes, aos esportes ou à reabilitação. A inteligência corporal deveria fazer parte de nosso cotidiano, mas não é incorporada à nossa educação.

O corpo humano é desenhado para estar em movimento. Sofreríamos menos de desconfortos físicos se o utilizássemos da forma para a qual a natureza o moldou.

 

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