Bia Ocougne
Sua história escrita no seu corpo
Como se sentem os alunos
O seu perfil
Fotos
Espetáculos
Sala de Imprensa
Estúdio
Vídeos
Links Interessantes
Contato
 

Sala de Imprensa

DANÇANDO PARA OS DEUSES

As grandes divindades do hinduísmo, representadas em esculturas de pedra, bronze e madeira, brincam de esconder entre canteiros de antúrios na casa da bailarina e terapeuta corporal Bia Ocougne, que guarda ali a beleza do artesanato vindo de Bali e da Índia.
Quem vê esculturas balinesas e indianas na casa de Bia Ocougne, em São Paulo, admira-se da delicadeza dos elementos decorativos e da quantidade de símbolos que encerra cada detalhe, mas não imagina a odisséia empreendida por ela desde a compra de cada peça até a colocação, às vezes anos depois, nos variados cantos de seu jardim.
São objetos de valor muito especial, recolhidos em oito viagens para a Índia e sete para Bali, lugares onde ela aprendeu a arte das danças locais. Como suas estadas duram de dois a três meses, teve tempo para selecionar o que havia de melhor em cada estilo de artesanato. “Tenho peças de todos os gêneros, qualidades e preços, das refinadas e caras até esculturas simples, de pedra, cujo valor é apenas afetivo”, conta a bailarina.
Entre elas, estão várias imagens de Ganesh, deus com cabeças de elefante que promove, segundo a tradição hindu, a prosperidade e a abundância. Uma delas, o xodó de Bia, é feita de pedra vulcânica do
A imagem recebe flores frescas colocadas em tacinhas com água, numa homenagem de todos os dias.
Outro Ganesh que encanta a dona desta casa é o que este colocado junto a um espelho d’água com peixinhos. “No oriente, água é símbolo da riqueza da abundância. É o melhor lugar para Ganesh”, diz ela. A maior escultura do deus-elefante da casa, de quase 90cm, recebe tratamento especial, como um colar de flores nos dias de comemoração.

Lembranças de família
No jardim, há também marcas da tradição familiar. Além dos antúrios de várias cores, paixão de Bia, encontra-se, por exemplo, um pequeno vaso junquilhos. “É uma planta antiga, que recebi de herança da minha bisavó. Ela cresce muito bem aqui” Nu dos cantos da casa, outra presença herdada, uma escultura de madeira que a bailarina admira desde criança. “Na minha cabeça de menina, a estátua era de um índio com grande cocar. Quando minha avó morreu, eu perguntei: ‘Cadê a estátua do índio?’ Ao revê-la, levei um choque: era, na verdade, uma bailarina balinesa, com as roupas tradicionais iguais às que uso nos meus espetáculos” diz, comovida.
Nos países de tradição hinduísta, o sagrado mistura-se com as atividades humanas: “Em Bali, cada cantinho das casas, das lojas, dos escritórios, é erigido um pequeno templo, onde são oferecidos doces, flores e frutas. Nas festas programadas durante o ano, o caráter não é só profano. De fato, são cerimônias sagradas, assim com as danças encenadas e a música”, completa a bailarina.
Nesses lugares, Bia aprendeu, ainda, a misturar as atividades da casa com o trabalho, numa convivência harmoniosa. “Meu professor em Bali, Djamat Imat, vive numa pequena casa na frente e nos fundos tem um grande tablado coberto, onde são praticadas as danças. Fiz isso aqui também: o estúdio onde dou aulas fica no quintal de minha casa e é também o local onde recebo meus amigos em dias de celebração”, conta. “A decoração de minha casa inclui divindades. Tenho pendurada uma escultura de uma mulher-anjo, que protege um canto da morada. No outro canto podem estar Rama e Sita, personagens do épico Hindu Ramayana. Não é só artesanato – são presenças sagradas”, explica ela.
Outro personagem da casa é Shiva, o deus da destruição e da transformação. Com seus oito braços, ele representa a dança das forças cósmicas, as energias da construção e da destruição. Shiva está presente em esculturas de metal e pedra em vários cantos do jardim. O Bailarino do cosmos ensina Bia o que a vida é: um grande e contínuo bailado de contrastes.






28/10/2008 00:00 - Bons Fluidos

 
São Paulo - SP - Brasil
Fone: +55 (11) 3064.5049 - bia@biaocougne.com.br