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Sala de Imprensa
POSICIONE-SE DE MANEIRA CORRETA
Muitos dos movimentos que executamos diariamente, e que fazem parte de rotinas de trabalho e lazer, acabam lesionando várias partes do corpo que vão dando sinais por meio da dor ao longo do tempo. Aprenda o jeito certo.
ISABELA MENA
No fim de semana, nada como deitar no chão, abrir o jornal e ler página por página, tranqüilamente. Mas esse hábito que relaxa a mente, na verdade, causa um grande estresse na estrutura do corpo.
Coluna torta, ombros desalinhados, cabeça caída e tensão em membros que deveriam estar corretamente apoiados, deixam qualquer esqueleto torto só de olhar.
Na verdade – e sem perceber – muitos dos movimentos que executamos diariamente, e que fazem parte de rotinas de trabalho e lazer, acabam lesionando várias partes do corpo que, ao longo do tempo, vão dando sinais através da dor.
Quem explica melhor o assunto é a psicóloga e bailarina Bia Ocougne, que ensina como esse movimentos podem ser feitos de forma correta para que não criem problemas futuros. Em sua aula chamada ‘Movimentos Integrativos’, Bia Mostra ao aluno opções a determinados vícios de postura. “Na aula, o aluno aprende a ouvir o corpo em termos de movimentos”, diz ela.
As aulas de movimentos integrativos na prática são aulas de força, flexibilidade e relaxamento, ambos concentrados nos membros certos, de acordo com a postura.
A musculatura da barriga, por exemplo, é exercitada com os clássicos abdominais, mas aqui feitos com o intuito de trabalhar a fisiologia e não a aparência. É claro que, até na estética, o corpo só tem a ganhar, já que a aula o deixa bem torneado, mas Bia alerta que nem todas as pessoas que têm músculos delineados sabe como usá-los corretamente.
“Tem gente que tem a barriga durinha, mas quando ensino a forma correta de fazer abdominal, treme todas a musculatura.” Isso acontece, segundo Bia, porque muitas vezes apenas a musculatura superficial é usada, e a pessoa não tem o domínio do resto. “A barriga musculosa pode estar dissociada da força, que é importante para diversos movimentos”, fala ela.
Na aula, ao mesmo tempo em que o reaprende a usar o corpo, ele retém o conhecimento, e passa aplicá-lo no cotidiano.
Hoje o corpo pode não falar nada, já que muitas vezes a dor só aparece mais tarde. “Envelhecer a gente vai, o caminho é aprender a lidar com a estrutura corporal, já que ela se fixado conforme a ensinamos”.
Bia lembra da importância de se fazer pequenos movimentos durante o dia. “Não é bom ficar muito tempo imobilizado, coma musculatura ‘congelada’.” Essa imobilidade provoca constrição muscular, má circulação, encurtamento dos músculos e perda dos espaços internos - entre os discos vertebrais existem espaços que, se preservados, evitam o desgaste das vértebras e também a dor.
“Um pequeno movimento já é benéfico, como uma volta curta ou uma espreguiçada”. Espreguiçar, aliás, é um hábito saudável, perdido na vida adulta. Assim como os bichinhos, as crianças não apenas se espreguiçam ao acordar, como também são incapazes de ficar muito tempo paradas no mesmo lugar. Certos estão eles.
Bia Ocougne: 3064-5049
08/12/2008 00:00 - Jornal da tarde
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